Jorge Nery
Jorge Godinho Barreto Nery ("homenagem" ao presidente da Federação Espírita Brasileira) é um professor de física da Universidade Federal de Pernambuco e praticante do espiritismo kardecista. Não é um vilão, é um homem ambicioso que acreditava estar fazendo algo grandioso.
Sua motivação era fundar uma "nova fase" do espiritismo: unir a doutrina com método científico rigoroso e provar, de forma mensurável, que a comunicação com espíritos é real. Queria ser para o espiritismo do século XXI o que Kardec foi para o século XIX, uma figura fundadora, respeitada, histórica.
Para isso, desenvolveu um experimento usando ondas eletromagnéticas como meio de contato com o mundo espiritual, algo que tem raízes na própria tradição espírita e em pesquisas paranormais como o EVP.
Dois estagiários trabalhavam com ele no dia a dia, no seu laboratório na UFPE (Luiz e Maria), e por passarem muito tempo juntos, conversavam sobre vários assuntos, inclusive religião. Nessas conversas, os estudantes ficaram mais interessados no espiritismo. Um dia, Jorge os convidou para ajudar em um experimento secreto que juntava eletromagnetismo com o espiritismo. Eles aceitaram e passaram a ajudar o Jorge a montar tudo no hotel.
O problema é que a ciência tem limites conhecidos. O mundo espiritual, não. O experimento saiu do controle, não por maldade, mas por ignorância do que estava manipulando. Com o acidente no seu experimento, Jorge abriu uma passagem do mundo espiritual para o real. Ele não queria criar monstros, não queria machucar ninguém. A coisa simplesmente foi maior do que ele.
Escolheu o Grande Hotel por estar longe das três subestações da Neoenergia de Caruaru, cuja interferência eletromagnética comprometeria a detecção de sinais sutis do experimento. A proximidade do Monte Bom Jesus com suas antenas de TV não era um problema: como físico experimental, Jorge sabia exatamente em quais frequências essas antenas operam e projetou o isolamento da câmara para filtrá-las cirurgicamente. Ele também conhece bem o prédio pois já ficou hospedado lá quando ainda não morava em Caruaru e participou de um evento no auditório.
Ele perdeu o controle a pouco tempo. Quando os personagens chegam, ele ainda está no hotel, tentando sozinho desfazer o que fez. Ver mais em Timeline.
Jorge não saiu do local porque ele tá querendo consertar o estrago que ele fez. Ele não sabe as consequências, não sabe se isso pode "vazar" do hotel, então quer consertar logo por medo das proporções que isso pode tomar.
No encontro com os jogadores
Jorge é encontrado na 3ª sessão, no Auditório ou próximo a ele. Ele está sendo guiado pelo desespero, estresse, sobrecarga e litros de café. Não vai ser fácil de lidar, mas ao mesmo tempo está exausto e só quer colaborar pra que isso acabe.
Os jogadores provavelmente vão chegar achando que ele é o vilão. O arco dele é essa virada: de suspeito a aliado. Ele conhece o experimento melhor que ninguém, mas não tem a solução. O encontro não é "ele tem a resposta", é finalmente alguém com quem pensar junto.
Dependendo do caminho que os jogadores escolherem, Jorge tem papéis diferentes. No caminho de reverter o experimento, ele é essencial tecnicamente. No caminho espiritual, ele é o obstáculo central, os jogadores precisam convencê-lo a aceitar que a ciência dele não foi suficiente e pedir perdão pelo que fez. Isso vai contra tudo que ele é. Se os jogadores convencerem na interpretação, ele aceita. Sem rolagem de dados.
Personalidade
É um pouco egocêntrico, no sentido de que fala muito de si e das coisas que gosta, mas não presta muita atenção no que os outros falam, mas não de um jeito mau, ele só não percebe que é assim.